Tudo começou em janeiro de 1978, quando a Fundação Roberto Marinho e a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura de São Paulo, assinaram um convênio para a realização de um projeto pioneiro de teleducação: o Telecurso 2º Grau. Pela primeira vez, a máquina de uma rede comercial de televisão – a TV Globo – era usada para um projeto educativo.
Em 1981, a Fundação Roberto Marinho e a Fundação Bradesco, colocaram no ar o Telecurso 1º Grau, destinado às quatro últimas séries do Ensino Fundamental, com o apoio do MEC e da Universidade de Brasília.
Numa parceria histórica com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) a Fundação Roberto Marinho lançou, em 1994, o que viria a se tornar o mais ousado e bem-sucedido projeto de educação da América: o Telecurso 2000, uma proposta educacional inovadora voltada para milhões de brasileiros que não concluíram, por algum motivo, os Ensinos Fundamental e Médio.
O Telecurso 2000 foi criado quando o país tinha aproximadamente 150 milhões de habitantes, dos quais 66 milhões eram maiores de 15 anos com escolaridade inferior à 5ª série do Ensino Fundamental. Em paralelo ao cenário de baixa escolaridade, 80% dos domicílios do país possuíam aparelhos de televisão. Nesse contexto, cientes de suas responsabilidades sociais, a FIESP, contando com a experiência educacional de mais de 50 anos do SESI e do SENAI, e a Fundação Roberto Marinho, com notória competência na produção de telecursos, uniram-se para ajudar a reverter esse quadro.
Hoje, o Telecurso é reconhecido mundialmente como uma metodologia que promove um salto de qualidade na educação, tendo beneficiado mais de 5,5 milhões de pessoas nas 27.714 telessalas em todo o Brasil.
O Telecurso trabalha com o currículo essencial, complementado por temas transversais, como sexualidade e saúde, segurança alimentar, empreendedorismo, entre outros. Incorporou, também, novos módulos como educação para o trabalho, para a cidadania, defesa do patrimônio e dos bens naturais, além das habilidades básicas necessárias para o bom desempenho profissional e como cidadão.
No percurso de 10 anos, diferentes formas de utilização foram concebidas para atender aos desafios enfrentados pelos sistemas de educação.Essa diversidade pedagógica não era o propósito original da implementação do Telecurso. Mas, diante da carência do Brasil, resultou numa alternativa de educação para que cada um fizesse a utilização da forma que achasse melhor. O Telecurso é utilizado de maneiras absolutamente diferentes, incluindo desde o aluno que estuda sozinho em casa até empresas que instalam telessalas com conceitos diferentes
O acesso ao Telecurso é garantido por meio da recepção livre pela TV e a sua programação está presente em 89% dos lares brasileiros e pelo menos 7 milhões de pessoas assistem a ele semanalmente.
O Telecurso foi escolhido como currículo básico para avaliação pelo Ministério da Educação. Em alguns Estados, a exemplo de São Paulo e Ceará, constituiu-se em “política pública”, tendo sido adotado nas respectivas redes estaduais de ensino. O Telecurso também desenvolveu parcerias com universidades brasileiras, ministérios, secretarias de educação, empresas privadas e do terceiro setor, sindicatos, associações comunitárias e igrejas.
Em 2006, o Telecurso entrou em um novo ciclo virtuoso. Os parceiros lançaram um conjunto de medidas para intensificar sua abrangência: ampliação de conteúdos e inclusão de novas ações, disciplinas e tecnologias. Nasceu, assim, o Novo Telecurso: um investimento de enorme relevância social em mais 10 anos.
A Fundação Roberto Marinho sabe que o investimento prioritário na preparação e formação dos recursos humanos envolvidos no Telecurso é fator fundamental para o “fazer acontecer”. Esse processo sistemático e contínuo inicia-se com o aperfeiçoamento constante de seus consultores, uma equipe multidisciplinar de profissionais sensíveis e atentos a todas as necessidades e implicações de uma larga ação educacional. Esse grupo vem participando de programas de formação continuada, encontros, seminários e cursos para atuar nos diversos projetos em fase de expansão no país.
Os consultores da Fundação Roberto Marinho discutem continuamente prioridades e caminhos para atender a cada realidade, em articulação com os vários parceiros dessa ação educativa.
Toda a experiência da Fundação Roberto Marinho em formar equipes que unem a teoria à prática fez dela uma referência nacional na formação e no aperfeiçoamento de recursos humanos na área da educação.